Ele estava vivo.
Eu, no entanto, estava morta,
Esperando pelo seu olhar,
Para, quem sabe, por um milagre,
A vida voltar para dentro de mim.
Mas ele passou.
E o seu olhar estava distante,
Tanto quanto seus pensamentos
E o milagre de ressuscitar
Ficou no tempo congelado
Da esperança vã.
Se ainda o esperarei?
Não sei.
Talvez para sempre.
Talvez nunca mais.
Até que um dia, porventura, eu acorde
Da morte que vivo, subjetiva e dolorosa
Para uma efetiva, objetiva, material,
Onde já não haverá um corpo
Vagando pelas ruas,
À procura de fantasmas
Nem à busca de milagres...
DePrê
Aug 3rd, 2016